10.11.09
6.11.09
4.11.09
já que o assunto é comida...
31.10.09
bolognesa à minha moda
O molho à bolognesa é um dos mais apreciados e dos mais fáceis de fazer, contudo a gente experimenta uns por aí que é de chorar. Para mim, massa à bolognesa é rápido de preparar e tem cara de domingo, de reunião de familia, de amigos em casa. Ontem porém, fui pra cozinha preparar para dois, e com um sabor muito especial, pois este molho, em particular, começou a ser preparado há alguns meses, quando colocamos sementes de tomate (do tomate que compra em supermercado mesmo, deixa secar a semente e põe na terra) no canteiro do jardim.
Então é só acompanhar o crescimento do tomateiro cuidando muito bem dele, sem agrotóxicos e com muito carinho regando diariamente. Um belo dia aparecem as florzinhas miúdas e amarelinhas, dalí a pouco aparecem os tomatinhos verdes, vão crescendo e se tornam vermelhos, hora de colhê-los e de fazer o molho!
Então separe os tomates mais bonitos e vermelhinhos, lave, tire as sementes, bata no liquidificador com um pouquinho de água. Despeje numa panela, simplesmente o tomate batido, nada de tempêros, deixe fervendo em fogo baixinho, dependendo da quantidade essa parte pode demorar de 20 minutos a 1 hora para ficar um molho grosso.
Enquanto o molho vai fervendo numa bôca do fogão, em outra coloque um caldeirão com bastante água para ferver e numa outra frite a carne moída com pouquinho de azeite, costumo usar patinho porque não tem gordura. Deixe fritar até a carne ficar bem sequinha, daí coloque cebola picadinha e misture, adicione umas gotas de molho inglês e uma colher de chá de mostarda escura, pimenta do reino, aí então, com um amassador (desses de batatas) vou acabando com todas as pelotinhas que podem ter ficado ao fritar a carne. Agora um toque especial, um pouco de vinho, não importa se tinto ou branco, isso vai fazer toda a diferença, espere até evaporar o alcool do vinho.
Neste meio tempo o molho de tomate já deve ter engrossado, junte o molho à carne, ponha um pouco de orégano, coloque sal e deixe mais um pouco fervendo tudo junto em fogo baixo. Um detalhe é colocar linguiça calabreza, corte em pedacinhos, frite bem até ficar torradinha e acrescente ao molho.
A água, a essa altura, deve estar fervendo, ponha apenas sal na água (nada de óleo!) e despeje a massa, que para mim tem que ser de grano duro de boa qualidade.
Para finalizar o molho junte manjericão, salsinha picada e um fio de azeite. O perfume neste momento deve estar maravilhoso.
Experimente a massa para estar al dente, escorra, coloque numa travessa com umas gotas de azeite e despeje um pouco do molho sobre a massa, o que sobrar na panela coloque numa vasilha para ir à mesa também, assim as pessoas poderão se servir de mais molho no prato.
Não pode faltar queijo parmesão ralado na hora, porque macarrão sem queijo é como amor sem beijo!
Bom apetite!
29.10.09
cachorros abaianados
27.10.09
na Bahia até quando chove faz sol
Domingo amanheceu aquele tempinho preguiçoso, não ia dar praia, o jeito é ficar em casa fazendo coisas gostosas como ler o jornal sem pressa, tomar café da manhã bem devagar, navegar na internet, ouvir música. Até que decidimos sair pra dar uma volta, fomos até a Estrada do Côco, não encontramos nada de interessante. Pra variar, eu ando atrás de coisinhas pra casa. No caminho deu pra ver que mesmo com o céu carregado o mar estava cheio de surfistas. E, como na Bahia, domingo é o dia tradicional do churrasquinho (é bem capaz de baiano fazer mais churrasco que gaúcho!), Tunico decidiu assar uma carninha na churrasqueira que veio na minha mala lá da Alemanha, por pouco não pôs fogo na mesinha da varanda. É que para proteger a mesa de madeira ele forrou com folhas de jornal e colocou a churrasqueirinha em cima, acendeu o fogo e saiu pra fazer alguma coisa, quando voltou o jornal estava em chamas, o vento deve ter levantado as bordas e ele pegou fogo, no fim deu tudo certo, comemos linguiça, frango e picanha, num churrasco à dois. Sobrou a mesinha para ser reparada quando der tempo, vai ter que lixar e pintar novamente.
E aqui na Bahia até quando chove faz sol, reparem nas fotos acima, todas elas foram tiradas com chuva.
25.10.09
chef em casa
* uma bandeja de bacalhau em lascas (tem em supermercados)
* coloque as lascas numa vasilha com água e deixa na geladeira para dessalgar, vai trocando a água
* com batatas cozidas faz-se um purê misturando leite e manteiga.
* numa panela refoga, no azeite, o alho moído, a cebola picadinha, pimentão vermelho, verde e amarelo picados, junte o bacalhau dessalgado, escorrido e seco, acrescenta pimenta do reino, salsinha, cebolinha, prove o sal, se precisar ponha uma pitada.
* forre o fundo de um refratário com fatias de pão seco, regue com azeite, a primeira camada é de purê, depois cubra com o refogado de bacalhau, outra camada de purê e outra de bacalhau, por último uma de purê, salpique queijo parmesão ralado, coloque azeitonas pretas e ovo cozido picado, polvilhe com uma chuva fina de farinha de rosca, por último regue com azeite.
* levar ao forno bem quente para gratinar.
Para acompanhar, arroz branco e uma salada verde, vinho e... bom apetite!
24.10.09
21.10.09
contectados
Göethe disse que "quem tem livros jamais sente solidão", concordo, 'viajar' com um livro é um grande prazer, nos faz refletir e nos diverte enquanto aprendemos, sempre tem o que aprender.
Se Göethe vivesse hoje ele estaria navegando, com certeza! E já pensou como seria um site dele?
Estão aparecendo os livros eletrônicos, é possivel ter uma biblioteca no bolso - bem, uma amiga comentou: já pensou se for roubado o seu aparelho? bau-bau biblioteca! - apesar que o papel, as letras impressas, o cheiro, a capa do livro, vê-los todos alinhados na estante são um prazer tão grande, jamais acabará.
Parodiando Göethe, quem tem banda larga não se sente sozinho.
E eu digo que sou capaz de viver em qualquer lugar, em qualquer parte do mundo, desde que tenha internet, agora digo mais, que tenha banda larga rápida. Convenhamos, não dá mais pra viver sem!
Diariamente ligo o computador e faço meu giro rotineiro, emails, notícias, twitter, facebook, orkut, meus blogs e os blogs que acompanho, mil novidades todos os dias, informações, contatos, diversão, tem sempre o que aprender..
Ontem, no Jornal Nacional, uma notícia de pesquisa feita nos EUA com pessoas entre 55 e 75 anos que usam computador, comparada com as que não usam, tem o lobo frontal do cérebro bem mais desenvolvido e correm menos risco de doença senil.
Eu confesso, sou viciada mesmo!
Aqui em casa ajeitamos melhor nosso home-office, nome que se usa no meio de design de interiores para o local que agora quase todo mundo tem em casa, onde fica o computador, ou a mesinha do computador, aqui em casa escolhemos um dos quartos para nosso 'home-office' que chamamos de 'escritório'. Temos nesta sala dois computadores, além do laptop, e tudo que é necessário para o mundo internético, scanner, impressora, camera, som, isso gera uma profusão de fios que deixam a gente doida, um dia vai haver tudo sem fio!
E fizemos também um cantinho no hall de distribuição - que chamamos de 'saleta' porque é bem grandinho - uma mesa com um laptop à disposição dos amigos. Hóspede aqui em casa fica conectado também com banda larga rápida.
16.10.09
de blog em blog
Logo meu primeiro blog completará 5 anos. Durante este tempo ele mudou bastante, não só no layout, que fui transformando, como nos temas que trato aqui, tem de tudo um pouco. Comecei a publicá-lo quando estava vivendo longe da familia e dos amigos, descobri um meio de mandar notícias e fotos de maneira mais simples. E de blog em blog fui conhecendo muitos blogueiros que acompanho, encontro diversão e aprendizado, inspiração e emoção pelos caminhos da web.Absolutely Beautiful Things é escrito por Anna Spiro, designer de interiores da Austrália, muito inspirador e boas idéias.

Aí estão 10 blogs dentre tantos que costumo visitar sempre que posso,
indico para que dêem umas voltinhas por eles, garanto que vão encontrar coisas bonitas, simpáticas, inspiradoras.
Marcadores: blog, blogueiros
14.10.09
no feriado







Muita gente deve ter planejado muito vir à Salvador no último feriado, e nada de sol, choveu muito mais do que o esperado para todo o mês de outubro, não deu praia. A cada avião que decolava eu ficava imaginando a carinha dos turistas indo embora... Foi um domingo inteiro com chuva intermitente, e na segunda o sol só apareceu no finzinho da tarde quando os aviões passavam em fila aqui em cima de casa. Agora os dias voltaram a ficar lindos.
7.10.09
3.10.09
o salvador da pátria
Ufanismo politico cega as pessoas, temos exemplos na História. Preconceito e racismo estimulados pela inveja não faz parte da competição esportiva. É o que Lula e seus seguidores (como uma seita) sabem fazer.
seus problemas acabaram!
Rio 2016 é a solução!
Dá asco ouvir tanta baboseira de um presidente, que se auto-denomina estadista. Sabe aquela vergonha alheia? É o que sinto vendo a figura dele na tv chorando, dizendo que tudo é o melhor e que nunca antes... e que ainda dá conselhos para o Obama!!!!!
E ouvindo a Globo fazendo tanta exaltação por um evento que não tem essa importância toda, fico imaginando os coitadinhos dos brasileiros lá nos cafundós desta terra deitada em berço esplêndido, pensando que agora ela vai levantar.
E fico imaginando o que tem de gente já fazendo seu planinhos de colocar a mão em tanta grana prometida, tirada de nossos pobres bolsos.
O sentimento colonialista, ver o outro como superior e querer acabar com ele, rir dele, ridicularizar, é uma tremenda falta de educação mesmo. Vi na noite passada jornalistas na tv fazendo 'goazação' com os Estados Unidos, Japão e Espanha, e até mesmo com a Argentina. Pra que tudo isso? Tem que desvalorizar o outro pra sentir que tem valor?
Tenha dó, um presidente dizer que foi o dia mais importante da vida dele? Porque 'colocou o pais no Primeiro Mundo'(sic)! Como assim?
Cresça e apareça, já diziam nossos avós.
A impressão é de que a partir de ontem todos os problemas acabaram, estamos no paraíso na terra, a cidade maravilhosa é a mais feliz do mundo, não tem favela, não tem bala perdida, não tem assalto, não tem sequestro, não tem trem lotado, não tem hospitais sem médicos e sem leitos, não tem mais dengue, os trens não estão lotados, o trânsito flui, as escolas estão oferecendo um primor de educação.
Só alegria. Samba, suor e cerveja. O país do futebol e do carnaval. E todos rindo da cara do Obama ainda por cima, ô felicidade de pisar no "imperialismo".
Todos os discursos e manifestações demonstram cada vez mais que esse não é um país sério como já disse De Gaulle.
Não! Não que eu seja contra a alegria, pelo contrário! Eu sou uma pessoa alegre, que gosto de festa, de me divertir e fico contente que o Rio seja a sede das Olimpíadas de 2016, é um evento importante para o Esporte, para o Esporte! E proporciona o encontro dos povos, a troca de cultura, o congraçamento, e tudo isso é muito bom.
O que não suporto é o uso que se faz, aqui no Brasil (que não quero pensar como um paiseco, e que o proprio presidente demonstra ser), política e auto-promoção. Ele poderia ter se emocionado, naturalmente, mas cair em prantos na frente das câmeras, que que é isso?
Poderia ter falado de sua satisfação, e ponto. Não, tem que dar uma cutucada nos opositores, dizendo que isso é pra tapar a bôca de quem fala dele. Tapar a bôca?! Como assim?
Infelizmente temos 80% da população que vai na dança, são os que se identificam com ele, querem todos ser esse pobre que subiu na vida. Como diz a senhora que trabalha aqui em casa: "Quem não gosta do Lulla são os ricos" ou "Gosto dele porque viaja o mundo inteiro de avião, quem não queria fazer isso?" e ainda "Ele não estudou e é presidente, não precisa nem falar inglês e o Obama é amigo dele". Quando a ouço sei que é esse o pensamento dos que o elegeram e o apoiam. Gente como ela, que não é capaz de ler e entender, que só vê Jornal Nacional onde os jornalistas 'interpretam' as notícias com caras e bocas na telinha todas as noites, como que dizendo "olha gente é assim que vocês devem pensar" e todo mundo entra na dança.
Me lembrei agora de uma frase do saudoso Paulo Francis: "Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo".
28.9.09
a pizza que veio de longe
Fazia mais de 6 meses que eu não comia pizza. Em Salvador tem pizzarias, mas pizza de Sampa é pizza de Sampa e não tem igual. E eu gosto de uma pizza particular, de uma pizzaria delivery, que sinto o mesmo gosto da pizza que comia quando era criança, não sei se é o forno a lenha e aquela beiradinha queimada, se é a qualidade da muzzarella ou a mão do pizzaiolo... 'aquela' pizza é boa demais.
E na última sexta uma pizza voou mais de 2 mil km e aterrisou na minha mesa! ah... que saudade desse sabor... ela veio embalada em plástico, dentro da mala e foi direto ao forno quando entrou em casa.
Certa vez ouvi ou li, não me lembro onde e quando, que a pizza em São Paulo tem um sabor especial por causa do clima, é o clima ideal para pizzas. Será? Mas que como lá não tem em outro lugar isso é verdade.
25.9.09
tem dias de tristeza
Esta imagem do Coração de Jesus era do oratório que ficava no quarto da minha avó, e me vem à cabeça quando sinto que preciso de apoio, como nesses ultimos dias...
Eu sei, são ondas que passam, a certeza é que alguma mudança vai acontecer, e o desconhecido, às vezes, dá medo. Vai passar, mas estou triste, hoje estou muito triste e o sol lá fóra não é capaz de mudar, por enquanto, o que estou sentindo neste momento, tristeza e impotência, a espera de que a mudança seja boa no fim.
Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol lá fora e o céu convidava para farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair para compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tenho vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves, do que eu (mesmo desconhecendo a causa da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma musica revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia de humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou com si mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu não ando tão down…” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar o seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinicius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de forças e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos. "Tristeza Permitida" de Martha Medeiros
23.9.09
elucubrações
tarde de primavera em frente ao mar, pensamentos passeiam pela minha cabeça... por que tem gente que complica a vida?
“Vida é esse processo misterioso da gente estar jogado no mundo. Esse aprendizado maravilhoso.(...) Acho que a vida é mistério, transcendência e processo.” (Lya Luft)
Curioso como tem pessoas que levam a vida achando que não vai ter fim, não cuidam das relações, fecham os olhos para o que está à sua volta ou mesmo exigem que os outros ‘cumpram’ as suas vontades. E o mais curioso ainda é que essas pessoas sofrem, se angustiam e fazem o outro sofrer também, muitas vezes por coisas ridiculamente simples.
Tem um programa na tv a cabo, na GNT, que assisto sempre que posso, Happy Hour com Astrid Fontenelle. Vejo, antes de tudo, porque gosto dela desde os tempos do Barraco MTV, acho que é antenada, uma mulher aberta e curiosa, características perfeitas para uma jornalista. Os temas são interessantes assim como os convidados.
Pois bem, depois de fazer propaganda o programa, o que quero contar é sobre um tema de uns dias atrás sobre a nova família e como a sociedade atual se relaciona com este novo modelo. Fiquei pensando que um programa com aquela conversa ao vivo há alguns anos seria impossível, no entanto, hoje é transmitido as 19h. Os convidados eram uma psicanalista que vive com outra mulher e elas um filho registrado no nome das duas, a outra convidada é mulher que tem vários casamentos e os filhos dos casamentos convivem muito bem, típicos modelos da nova família.
Na nova novela da Globo os protagonistas se apaixonam e se casam enfrentando a fúria da filha dele e da ex-mulher. O autor coloca na boca da ex-mulher o que a grande maioria das ex reclamam “os direitos sobre ele”. Ao que a noiva retruca que não quer direitos sobre ninguém, manda a famosa e verdadeira frase “ninguém é de ninguém”. E que eu completo com a música de Miltinho dos anos da minha infância...
“Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa”
Tudo passa, sabemos disso. E tem gente que pensa que um papel é uma “segurança’, que vai “amarrar”, que não vai ter fim... são essas pessoas que sofrem porque querem uma vida estagnada, parada, definida, nada mudando, sendo que a vida é justamente mudança, todos os dias aprendemos, vivenciamos, experimentamos, são desafios e emoções diferentes que moldam as pessoas, por isso cada um é um.
Mudança. Muda o mundo, muda a sociedade, as necessidades, as relações entre as pessoas, o que significa que é possível cada um ter a liberdade para exercer o papel de dono da sua própria vida.
Lembro de uma conversa com minha sogra (agora ela é ex-sogra, mas nos damos muito bem, somos da mesma família), ela me falou que ficou emocionada vendo um documentário na tv sobre as tartarugas que saiam dos ovos e corriam para o mar. Disse: “É assim que somos todos, tartaruguinhas, sozinhas, que temos que procurar o melhor caminho para sobreviver”. Esta imagem ficou na memória, aquelas tartarugas minúsculas correndo na praia, só poucas serão felizes porque escolherão o caminho.
Parece que estou desvirtuando do tema, é que a vida é essa mistura e processo, um mistério, como diz Lya Luft. O meu tema aqui é a nova família, casamento, filhos, e tudo que isso envolve, amigos, trabalho... tema pra muito assunto e eu não tenho pretensão de escritora, nem sou cientista social, pedagoga, psicanalista, nenhuma ‘entendida’ no assunto. Sou apenas uma mulher aberta e curiosa, neste momento de grandes mudanças que procura acompanhar e viver bem.
O casamento como instituição é uma invenção do cristianismo por volta do ano 1000 para regularizar fortunas e heranças, também para que os homens se responsabilizassem pela prole. Naquela época era sinal de segurança para a família. Os membros da família eram mão-de-obra para cuidar das propriedades. Mas os tempos mudam, não é mesmo?
Passaram mais de 1000 anos. As mulheres são outras, os homens são outros e a família também. O amor, e não mais a segurança, passou a ser o motivo das uniões. As igrejas (não as religiões) tentam vender a imagem de que o amor é eterno, que amor é um só, pela vida toda, porque ainda sobrou um ranço desses 1000 anos.
Amor eterno é entre pais e filhos, esse amor não se quebra jamais. Não importa quanto as pessoas mudem, os pais amam seus filhos e os filhos amam os pais, mesmo que não expressem o sentimento existe.
Já quanto à vida de duas pessoas que se comprometem a estar ligadas, as mudanças naturais da vida, o crescimento, em muitos casos faz com que o que antes tinham em comum passe a ser quase que oposto. Quem não conhece um casal assim?
Acredito que a sorte faz com que as pessoas se encontrem, e estas então podem passar por toda a vida uma ao lado da outra se existir admiração, respeito, afeto, amor. Mas pra quem não é assim, resta ficar amargando uma vida cheia de ódios e criticas? De brigas e stress? De mágoas e fugas? De traição e mentira?
Infelizmente ainda existem casais que são de fachada para manter a aparência da família. Também alguns ficam por conveniência, porque algum lucro tem e falta coragem para viver a própria vida. Como pode essa pessoa não dar valor para a sua vida?
Casamento não é prisão. Família é um conjunto de pessoas que sentem afeto uns pelos outros. Esta nova família que surge mostra que o afeto, a compreensão e o respeito são a base do bom relacionamento.
A vida é uma só. O caminho cada um escolhe. Ninguém é de ninguém. Viver bem é simples. Um lar não é um cenário de batalha, mas um palco para que todos brilhem.
(qualquer hora continuo com as minhas elucubrações...)
16.9.09
como não pensei nisso antes????
gente!!!
como não pensei nisso antes?!!
estou abobada com a minha bobeira!
passei um tempão sem postar aqui por pura bobeira mesmo!
não conseguia mais fazer downloads de fotos nos meus blogs, o blogger e o picasa deram um basta e eu fiquei sem saber o que fazer.
então decidi abrir outra conta no Gmail e fazer outro blog, e ele está lá já há alguns meses, mas só hoje que caiu a ficha!
se não posso blogar com o email antigo eu posso com o novo, né?
foi o que fiz, me convidei para participar como colaboradora deste blog!
fácil, né? super simples, done!
como a gente passa assim batido por coisinhas simples?
agora voltei pra cá e para todos os meus outros blogs!!!...hehe
faz 5 meses que moro em Salvador da Bahia e o que tem acontecido está lá no outro 'Juju'
para visitar meus outros blogs coloco a listinha aqui, mas tem link aí do lado também
é só clicar aí ->
25.6.09
continuação deste blog
recebi mensagem do blogger que excedi a capacidade de downloads deste blog, então a continuação dele está aqui -> clique







































































