agnóstico

Herdamos muitas de nossas opiniões, hábitos, costumes e crenças. O modo como nos vestimos, a maneira como nos alimentamos, o que apreciamos, depende de onde nascemos, da família, das nossas relações. Somos modelados pelo ambiente. Nossa formação vem da cultura em que vivemos; desde pequenos nos vão sendo apresentadas crenças e, com a falta de senso crítico não podemos avaliar, acabamos por introjetá-las, são rédeas para nosso desenvolvimento.
Quando entendi que o Universo é natural - que deuses são mitos -, entrou em meu cérebro, em minha alma a alegria da liberdade. Eu não sou um servo ou escravo. Sou livre - livre para pensar e expressar meus pensamentos - para viver por mim mesmo, livre para usar minhas próprias faculdades, todos os meus sentidos, livre para discernir, investigar, para rejeitar os credos ignorantes e cruéis, livre do medo do sofrimento eterno. Livre para escolher o meu caminho. Ninguém, além de mim, tem o poder de decidir sobre a minha vida.
Se existirem deuses, não podemos ajudá-los, mas podemos ajudar nossos semelhantes. Não é possível amar o inconcebível, mas podemos amar o companheiro, os filhos e os amigos.
Se formos honestos quanto à nossa ignorância, ao nos ser perguntado o que existe além do horizonte do conhecido, podemos dizer que não sabemos (ainda), dizer a verdade, destruir os monstros da superstição, da ignorância, da culpa e do medo. Podemos encher nossas vidas com generosidade, gentileza, com palavras amorosas, com arte e música... viver com alegria.
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