Transformação
mensagem que recebi hoje por email de uma amiga
A vida como ela é...
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos:
a dor.
a dor.
Pode ser fogo de fora:
perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro:
Pode ser fogo de dentro:
pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente,
pensa que sua hora chegou: vai morrer...
lá dentro cada vez mais quente,
pensa que sua hora chegou: vai morrer...
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma,
ela não pode imaginar um destino diferente para si.
ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela!
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado!
algo que ela mesma nunca havia sonhado!
Bom... mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.
Extraído do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves.
2 comentários:
Oi Ju.
Obrigado pelo Email.
Sobre o post, é bom, li com satisfação.
Entendo que existe milho de pipoca, milho de galinha, de se plantar e germinar. Milho de se ajoelhar em penitência, quando pecamos, agora falo por mim.
Bjs.
adoro rubem alves!
bjo vovó da zelda!
:]
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