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18.3.07

Verde



Agora à tarde assisti
produzido por Al Gore sobre o aquecimento global. Este filme ganhou o Oscar de melhor documentário deste ano. Sei que a Paramount doou várias cópias para o Governo do Estado de São Paulo. Seria bom que as pessoas fossem informadas do que está acontecendo com o lugar onde vivem.

Na verdade a America do Sul participa em 3,8 % para o aquecimento, os grandes responsáveis são os Estados Unidos e Europa, mas de qualquer forma todos precisamos tomar conhecimento e fazer alguma ação, que por mínima que seja já é participação.

Bem a calhar este texto que recebi por email hoje do

Grupo Ambientalista de Lençois, Bahia.


ENTRE O PENSAR E O FAZER
O que a metade esquerda do meu cérebro pensa, a metade direita não fica nem sabendo, dizia um amigo meu.
De fato, pensar uma coisa e fazer outra, parece ser a condenação a que foi sentenciada boa parte da humanidade. E essa boa parte fica ainda maior quando o assunto é meio ambiente pois aí sobrevem outra lógica: mim pensar, você executar!
Entre o pensar e o fazer, a distância é astronômica.
Uns, porque, apesar de conhecerem a problemática ambiental, acreditam-na tão gigantesca que, com receio de fazerem pouco, acabam não fazendo nada.
Outros, porque querem agir, mas não sabem o que deve ser feito.
Outro mais, porque crendo-se tão pequenos, imaginam que seu quotidiano nada tem a ver com o que acontece a este planetão grandão gigantão gordão quentão.
Há sempre os que esperam que alguém faça por eles.
Finalmente, há quem nada saiba, sujeito oculto na inocência do próprio desconhecimento. E não são poucos.
Por incrível que pareça, a maioria ainda desconhece que vivemos em uma crise ambiental sem precedentes, a despeito do bombardeio dos meios de comunicação, dos professores na escola, dos chatos da internet (incluindo este que vos fala), da vizinha neurótica que calça sapatinhos no cachorro, e da gritaria de velhos e neoecologistas.
São elas as pessoas mais simples que, por não possuírem meios, ou não disporem de tempo, ou mesmo não compreenderem o que ouvem ou lêem, quando lêem (segundo IBGE, 25% dos alfabetizados brasileiros não entendem o que lêem), mantém-se à margem de qualquer entendimento mais sistêmico.
Apegados mais à tradição do que à premência da mudança de hábito, acabam por respaldar as seculares agressões ambientais de que todos somos vítimas.
E como vão ficar sabendo, a fim de encaixarem-se no rol dos que sabem e não fazem ou dos que fazem e pouco sabem?
Este tipo de brasileiro só vai ficar sabendo se a mensagem chegar até seu casebre, no meio da mata ou na escarpa do morro, dentro do mangue ou sobre a palafita, levada por alguém que tenha a paciência necessária para ensiná-lo a ver de modo diferente.
Não é fácil, porque é longe; muitas vezes, perigoso; de outras vezes, é inútil. Por isso, não é fácil.
Também por isso, a ignorância cresce ao invés de regredir.
Por isso vejo em campanhas, como a atual Campanha da Fraternidade - Fraternidade e Amazônia – Vida e missão neste chão, uma destas oportunidades.
O Brasil tem mais de 70% de católicos (124 milhões de pessoas, ou 73,6% da população segundo o IBGE, 2000). Estas campanhas extrapolam as igrejas católicas e a Amazônia está no inconsciente coletivo da nação. Assim, é lícito supor que, embora já tenham tratado de temas afins (água, índios) poucas são as chances que o povo mais humilde tem de ver baterem à sua porta ensinamentos ambientais traduzidos em sua língua.
Contrariando o meu amigo que falava "o que a metade esquerda do meu cérebro pensa, a metade direita não fica nem sabendo", eu diria ser urgente que a metade da sociedade que já sabe, ensine a outra metade que ainda não sabe, a fim de que ambas, podendo saber, passem a fazer.
Projeto GAL
Preservar é evoluir

6 comentários:

Anônimo disse...

Ju,

Esse negócio é a mais completa complicação.
Boa sorte para vc em sua Cruzada.
bjs.

Unknown disse...

vai ficar mais complicado ainda se as pessoas não tiverem consciencia.

Saramar disse...

Juju, bom dia.
Gostei imensamente do texto. Realmente, é difífil, mas eu sempre acredito no trabalho de formiguinha.
Porém, pior ainda são aqueles que sabem muito bem e não se importam em preservar, por negligência ou descrença mesmo.

beijos e boa semana para você.

Al Berto disse...

Olá Juju:

Grato pela tua visitinha e comentário.
Quando aqui referes, em termos de poluição, a Europa, não digo que não seja verdade mas deves também ter presente que essa consciência existe e que, por isso, assinou o Protocolo de Kioto que visa conseguir mudar o rumo dos acontecimentos.
O mesmo não fez os USA por interesses economicistas.
Por outro lado esqueces a China que já é, mas vai ser ainda mais, uma verdadeira dor de cabeça em termos de poluição ambiental a todos os níveis.
Há ainda a Índia que não vai ser muito diferente.

Uma coisa é certa tudo o que possa ser feito será pouco para salvar a "pequena casa" que habitamos.

Uma boa semana.
Um abraço,

Anônimo disse...

Juju,

Excelente! Resta saber se alguma política pública será implementada e, se individualmente cada um fará sua parte.

Unknown disse...

acho que cada um tem que fazer a sua parte, independente da política, e ao mesmo tempo pressionarmos uma postura dos governos.

se todos ficarem esperando ninguém faz nada, podemos pelo menos ajudar as pessoas a terem consciência das mudanças no nosso Planeta.