pensamento ao léu...
Na rede os pensamento vem e vão no embalo do vento que sopra do mar aqui na varana. Gosto de passar um tempo comigo todos os dias, isto é, olhar para nada e assim deixar fluir o que está dentro, é um tipo de meditação, sem escolher pensamentos, só deixar correr, imagens, lugares, pessoas, sons... De repente, um latido de cachorro ou um canto de passarinho mais alto me chamam para fora e olho o jardim, todo florido e colorido, lembro do que tenho que fazer e pronto, já viajei e relaxei. De vez em quando curto esse jeito meio 'parado', até Tunico brinca comigo e me pergunta o que faço sentada olhando pra nada: "está pensando na morte da bezerra?"
Não penso em nada, quer dizer, penso em tudo, e esse é o barato! Pode ter sido devido ao treino em anos de divã.
Agora de manhã, usando essa 'tecnica' de pensamentos soltos vieram imagens de uns anos atrás quando estava no Arraial d'Ajuda e comecei este blog que no mês que vem completa 5 anos. Então passa aquele filminho na cabeça, sabe como é? Vem até os cheiros, as risadas, as viagens, e eu tenho o hábito de só pensar nas coisas boas, aliás só me lembro mesmo das coisas boas, existe uma barreira aqui dentro para impedir pensamentos que atormentem ou me incomodem, eu a construi, foi dificil, mas consegui.
Nesses anos minha vida mudou bastante, mudei de casas, mudei de cidades, e mudei de Estado, foram muitos vôos e estradas por ai, e muitas viagens aqui na web, confesso que sou viciada, tenho até que dar um break para fazer uma 'limpeza', e é quando os pensamentos ao léu têm vez.
Lá no sul da Bahia comecei a descobrir um jeito mais simples de viver, o ambiente e o clima colaboram, estar junto do mar e da natureza faz um bem enorme, desabrocho a cada dia junto com as flores do jardim.
Jamais tinha imaginado viver perto do mar. Não fui para o Arraial para morar, fui para umas férias e fui fincando, ficando... Voltei para Campinas, depois fui morar de novo em São Paulo e a oportunidade de voltar para a Bahia surgiu. O engraçado é que sinto aqui como minha casa de verdade, é que o nosso lar é onde nos sentimos bem e felizes. Nos vôos do meu pensamento lembrei-me de Castañeda, quem não leu nos anos 70? Pois eu estava na faculdade e nunca mais esqueci do que ele dizia no livro: cada um tem seu ponto na Terra, um lugar onde se sente bem, e o meu ponto é esse aqui, justamente nesta casa, como gosto da minha casa!
Bem, pensando bem, também não acho que apenas num lugar somos felizes, acho que eu tenho vários pontos no mundo, em todos os lugares que vivi e em todas as casas que morei eu fui feliz e tenho belas recordações, só a belas eu guardo. É que o lugar que vivemos quem faz somos nós mesmos, e se temos companhia que faz do mesmo jeito, melhor ainda.
E vou vagando no pensamento e na escrita agora, já perdi o fio-da-meada do motivo deste post. Era para comentar sobre fazer blog, como comecei e como isso virou mania e através dos blogs também mudei o meu jeito de olhar para as coisas, tudo pode virar um post! Só que este texto já está ficando grande, vou ter que deixar para a próxima vez o que tinha pensado em dizer. Estão vendo só? É assim, o pensamento voa...e o tempo também! (se eu estivesse no divã meu analista diria: acabou sua hora!...kkkk)


4 comentários:
Adorei o teu blog e esta postagem está demais..."Se não há paz na mente, não pode haver paz alguma no modo como uma pessoa se relaciona com as outras e, por conseguinte, não pode haver relações entre os indivíduos ou entre as nações" Dalai Lama
Bjs Cláudia
http://claudiaroma.blogspot.com
Adorei o seu cantinho e identifiquei-me com o que você escreveu:sobre gostar do nosso cantinho, da nossa casa. Foi através do blog da Cláudia(cantinho que adoro visitar) que conheci o seu.Agora aumenta o feijão pois vou voltar sempre.bjs
Ju,
O tempo feliz passa mais depressa e as lembraças boas insistem em ficar. Que você tenha muitos cantinhos neste mundo. :)
Juju,
Bela postagem! Reflexiva demais... Adorei :D
Beijos menina!!
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